Etimologia do Vocábulo Umbanda

 

A palavra “UMBANDA” é originária da língua Quimbundo. É encontrada em muitos dialetos Bantus, falados em Angola, Congo e Guiné. Não é impossível também, que a remota origem repouse no orientalismo iniciático, no que o “mantra” AUMBHANDA, representa alto significado em sentido esotérico, como foi discutido no Primeiro Congresso Brasileiro de espiritualismo de Umbanda, realizado em 1941.
Em determinados cânticos religiosos do ritual Jejê na Bahia, é perfeitamente audível a palavra Umbanda. Na gramática de Kimbundo, do professor L. Quintão, encontramos:


UMBANDA: Arte de curar (de Kimbanda = curandeiro)


Nota: Por uma deformação lingüística, hoje no Brasil, costuma-se chamar de Quimbandeiro, o feiticeiro, que no país de origem - a África - é chamado de MULOJI. Há uma expressão em Quimbundo, que define muito bem a diversidade funcional. O KIMBAND’ EKI MULOJI Ê, que significa: Este curandeiro não é feiticeiro.

 

UMBANDA = Arte de curar, ofício de ocultista, ciência médica, magia de curar, este é o significado etimológico da palavra Umbanda.

A Umbanda ainda não possui um código como a mesa branca possui o seu Evangelho Segundo o Espiritismo (Allan Kardec), por este motivo cada terreiro ou centro de Umbanda, possui seus trabalhos muito diferenciados, onde cada um os inicia e termina, da forma que acredita estar correto e muitas vezes, por falta de informação, os responsáveis por estas casas, acabam deturpando a visão de caridade que o Caboclo das Sete Encruzilhadas, nos trouxe em seus ensinamentos quando do início desta religião.

 

São chamados “terreiros” de Umbanda, porque estes rituais no início dos tempos, o Candomblé, trazido pelos africanos, eram realizados em um espaço de terra plano e largo, muitas vezes, próximos às senzalas.
Por que uma orientação tão brilhante desta entidade espiritual se popularizou com o passar dos tempos, com o nome de macumba.

 

Macumba: Cerimônia fetichista (Culto de certos objetos inanimados a que se formou a crença de estarem ligados os espíritos e que passam a representá-los simbolicamente), de fundo negro com influência cristã, acompanhada de danças e cantos ao som de tambor; o mesmo que candomblé, terreiro, bruxaria, feitiço e um instrumento de percussão também recebe o mesmo nome.

 

É importante salientarmos que uma religião “é” exatamente o que nós os aprendizes, demonstramos àqueles que não a conhecem, necessariamente ela não precisa ser vista como um culto a objetos inanimados se tem consciência que o espírito não necessita mais da parte material, para ajudar o seu próximo, mas este, é um estudo profundo e esclarecer as entidades espirituais, não significa dizer que deixou de ser Umbanda, não, ela passa a ser uma Umbanda com alguns rituais necessários e que em nada macula a visão de um católico ou de um kardecista convicto, apenas dá a oportunidade para que Pretos-Velhos, Caboclos, Baianos, Boiadeiros, Marinheiros (os chamados guias espirituais) transmitam às pessoas que os procuram a importância do encontro com Deus, através da reforma íntima de suas palavras, pensamentos e atos, não levando essas entidades e mesmo os necessitados a se sentirem arraigados apenas na troca de objetos pela caridade, ou coisa que o valha.

 

A mudança de milênio pede a reformulação interior do ser humano, reclama a sua essência espiritual, implora o seu amor ao próximo e isso não se encontra a meu ver, solucionado em rituais místicos que obscurecem por demais uma religião que deveria ser respeitada, tanto quanto as outras.


Depende de nós, dessa casa, desse grupo, modificarmos a visão estreita das pessoas que aqui se aconchegam em busca de auxílio e de paz.


Depende de nós, informá-los e orientá-los, ampliando suas visões sobre os ensinamentos do Cristo. Depende de nós, fazermos uma Umbanda respeitada, trazendo orientação às pessoas sem perder a essência e a magia da caridade e do amor!

 


Silvia Mara

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