Orixá Ibêji - Cosme e Damião

 

img cosme damiaoIbêji, o único orixá permanentemente duplo, é o Orixá mais evoluído dentro do panteão Africano, é a sétima cor do arco íris, a cor lilás. São as entidades mais próximas do Pai Celestial, aproxima-se de Exú pelo seu comportamento arquétipo.

É formado por duas entidades distintas e sua função básica é indicar contradição, os opostos que coexistem. Num plano mais terreno, por ser criança, a ele é associado a tudo o que se inicia: a nascente de um rio, o germinar das plantas, o nascimento de um ser humano. Seus filhos são pessoas com o temperamento infantil, brincalhonas, sorridentes, irrequietas, de muita energia nervosa.

Como marca física, aparentam menos idade do que realmente possuem. São muito dependentes em seus relacionamentos emocionais, quase sempre teimosos e possessivos. Ágeis no caminhar, não tem paciência para ficar parados por muito tempo. Odeiam profissões burocráticas e preferem os esportes onde descarreguem a energia e possam competir ou as carreiras que possibilitem algum prazer lúdico.

 

São muito cativantes e carinhosos, com uma sensibilidade sempre a flor da pele; por isso mesmo, magoam-se com facilidade, exageram as contrariedades e agressões que recebem e se deixam levar por mal entendidos. Gostam de vinganças, que costumam ser rápidas e esquecidas.

Tendem a simplificar as coisas, reduzindo o comportamento dos outros a princípios simplistas como “gosta de mim – não gosta de mim” . Como a maior parte das crianças, gosta de estar em meio a muita gente. As pessoas do Candomblé freqüentemente temem Ibêji: poderoso como todo orixá, a criança-divindade, entretanto, entende os pedidos de maneira simplista, o que pode levar a conseqüências não previstas pelas entidades. Por outro lado, têm a reputação de serem extremamente fiéis às pessoas que conquistam sua confiança.

 

No dia de Ibêji, 27 de setembro (o mesmo de São Cosme e São Damião, com quem são sincretizados), é costume as casas de culto abrirem suas portas e oferecerem mesas fartas de doces e comidas de crianças, elevadas à condição de representantes na terra do orixá. Qualquer participação de Ibêji em cerimônias dá um toque alegre e inconseqüente a ela, sendo freqüente que as comidas ritualísticas a eles oferecidas recebam enfeites como fitas de cetim em cores vivas.

A Ibêji se oferecem prendas de todas as cores e as roupas de seus filhos, em cerimônia, são multicoloridas. São homenageados aos domingos, recebendo como comidas rituais doces, bolinhos, balas, caruru de quiabo e vatapá. A ele são sacrificados frangos e frangas de leite. Sua saudação é ONI BEIJADA!!!

 

Cor

Rosa e azul (branco, colorido)

Fio de Contas

No Candomblé, contas e miçangas leitosas coloridas.

Ervas

Jasmim, alecrim, rosa

Símbolo

Gêmeos

Pontos da Natureza

Jardins, praias, cachoeiras, matas...

Flores

Margaridas, rosa mariquinha.

Essências

De frutas

Pedras

Quartzo rosa

Metal

Estanho

Saúde

Alergias, anginas, problemas de nariz, raquitismo, acidentes

Planeta

Mercúrio

Dia da Semana

Domingo

Elemento

Fogo

Chakra

Todos, especialmente o Laríngeo

Saudação

Oni Beijada

Bebida

Guaraná (Suco de frutas, água de coco, água com mel, água com açúcar, caldo de cana)

Animais

Animais de estimação.

Comidas

Caruru, doces e frutas.

Numero

2

Data Comemorativa

27 de Setembro

Sincretismo:

São Cosme e São Damião

Incompatibilidades:

Coisas de Exu. Morte, Assovio.

Zelam pelo Parto e Infância. Promovem o amor, a união.

 

 

 


Fonte: Soc. Esp. Mata Virgem

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