Capítulo 10 – Aprendendo a sentir

Tempo de leitura: 5 minutos

Desde que iniciamos nosso trabalho, Alencar se mostrava cada dia mais otimista e disposto a colocar em prática, os exercícios propostos na sua vida diária. Ele estava muito empolgado com a Da. Elvira, observei que falava muito com ela e sempre que tinha um tempinho, passava em sua casa para uma xícara de chá, aquilo também estava fazendo muito bem a ele.

Chegou com pressa e atrasou alguns minutos, mas foi logo dizendo:
─ Preciso contar sobre a minha ida ao centro. Tenho achado interessante tudo o que sinto ali, as vezes tenho a impressão que já conhecia aquele lugar.
─ Então me conte, como foi essa experiência?

─ Bem, vamos voltar um pouco. No dia em que fui pela primeira vez na casa de Da. Elvira e ela falou sobre a minha mãe, acabei sonhando com ela a noite. A vi com muita nitidez em um jardim muito lindo e acordei com seu abraço, sentindo ainda o seu perfume em minhas narinas. Só me lembro dela dizer: Viva e deixe viver! mas tudo foi muito real e confuso ao mesmo tempo.

Perguntei a Da. Elvira como ela conseguia fazer aquelas coisas, dar aqueles recados e ela me disse que nunca sabia exatamente se viria um recado e, que aquilo que ela chamava de dom, não acontecia quando ela queria e sim, quando Deus através do plano espiritual, dava-lhe essa permissão.
A enchi de perguntas e a todas, ela respondeu com muita generosidade e amor.

Fiquei realmente comovido pelo tratamento que ela dispensou a mim e, decidi aceitar o convite de visitar o centro ao qual ela era dirigente, no dia seguinte a noite. Ao chegar, encontrei pessoas sorridentes e atenciosas, que me receberam com todo carinho sem ao menos conhecer-me.

Era um local com as paredes claras, com uma mesa e uma toalha branca estendida, tendo uma jarra com água, flores brancas e alguns copos. Percebi também que bem ao fundo, estavam uns tambores grandes cobertos também com um pano branco e algumas imagens de santos sobre umas prateleiras na parede. Tudo ali era calmo e sereno.

Sentei na cadeira que me ofereceram e logo surgiu Da. Elvira que começou a falar sobre a fé, parece até que ela sabia o que ia em meus pensamentos.
Achei interessante porque em alguns momentos, o seu tom de voz mudava, daí concluí que era coisa da minha cabeça mesmo.

Ela discorreu sobre aquele tema e eu comecei a sentir um sono insuportável, mas procurei me manter firme e após uma nova prece, algumas pessoas, chamadas médiuns colocaram-se um ao lado do outro e as pessoas iam tomar o tal do passe.

Sem dúvida que tudo aquilo era muito novo, mas decidi experimentar e ao me aproximar daquele médium tive vontade de sair dali correndo, senti um calafrio percorrer todo o meu corpo, uma ânsia incontrolável e ao perceberem meu mal estar, outros se aproximaram, me ofereceram um copo de água e pediram para que eu pensasse em Jesus.

Quando fechei os olhos, ao invés da imagem de Jesus vi uma figura horrível na minha frente e me apavorei. Os calafrios continuavam, mas eu preferi ficar com os olhos abertos e aquele mal estar foi passando, minha carne tremia por dentro mas resolvi me calar quanto a essas sensações. Sentia-me ainda um pouco desconfortável e perguntei a Da. Elvira o que era aquilo que senti:

Filho não se preocupe com isso, veja apenas o lado bom dessa situação. Se não fosse essa visão passageira e você não estaria aqui, decerto é alguém que necessita da sua prece. Não se esqueça que Deus confia em você e está com você, desde que você também confie e esteja com ele.

Eu queria perguntar mais coisas, mas tive que ir embora. Aquela foi a primeira vez que senti aquelas coisas esquisitas, inclusive minha dor de estômago que há muito não me perturbava, voltou a incomodar e a coluna também.

Há algumas sessões, você disse que ia explicar sobre esse negócio de cinestesia e eu fiquei muito curioso para entender isso, será que hoje conseguimos falar sobre isso?

─ Alencar isso ficará para a nossa próxima sessão, peço apenas que observe quais  sensações você têm no decorrer do seu dia, se tem algum horário em que sente mais e como são essas dores.
Ele se despediu e pelo visto foi embora um pouco contrariado e cheio de dúvidas, mas tudo tem seu tempo.

Se você ainda não viu o primeiro episódio, clique aqui:
Constatei também com minha vivência e experiência profissional, que não temos consciência do quanto somos responsáveis por aquilo que pensamos e por aquilo que vibramos. Você pode se sentir sózinho(a) para essa jornada e é por esse motivo, que caso necessite de ajuda profissional, poderá contar sempre comigo.


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Continue acompanhando essa surpreendente trajetória! Te espero no próximo Artigo! Capítulo 11 – Sinestesia ou Cinestesia! – Até lá!!

Capítulo 10 – Aprendendo a sentir
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