Capítulo 16 – Inovando o plantio

Tempo de leitura: 5 minutos

O amor venceu e a felicidade finalmente imperava na vida de Alencar. Nessa sessão ele teve um compromisso inadiável, porém, decidiu que ainda assim a faria, através daquele e-mail que dizia:

─ Silvia o amor venceu, estou feliz! Perdoe-me pela ausência material mas, esse e-mail fará o lugar da minha sessão. Como eu disse da última vez, ao contar da minha conversa com a Irene, me senti envergonhado e com o meu orgulho, ego, sei lá, colocado a prova.

Tive vontade de responder pra ela de um jeito pouco amistoso, porém,  diante de tudo o que ouvi,  decidi lembrar de nossas sessões e comecei a contar ovelhinhas, antes de responder. Fazer aquilo me acalmou, risos.

Respirei fundo, questionei-me por alguns instantes, se eu realmente desejava dar sequência a nossa união,  e por fim, peguei em suas delicadas mãos, olhei para os seus olhos e disse: 

─ Perdoe-me por tudo o que eu te fiz sofrer, pela minha ignorância, imaturidade e comodismo. Eu nunca imaginei nada disso e embora os meus erros e deslizes, não mereçam perdão ou entendimento, confesso-lhe que me senti desprezado durante todos esses anos e buscava nos braços da aventura, algo que preenchesse o meu vazio, coisa que nunca achei lá fora.

Eu tinha e tenho ao meu lado uma excelente esposa, é fato. Excelente administradora do lar e mãe, sem dúvida alguma, mas foram inúmeras as vezes que eu busquei a minha mulher que cedia mecanicamente, aos meus instintos ou alegava: estou com dor de cabeça, o Giorgio está gripado e vou dormir no quarto dele, amanhã tenho que acordar cedo para levar a Maya na escola ou você chegou agora? E ainda vem me perturbar? Faça-me o favor… e assim por diante.

Perdoe-me eu sentia o seu desprezo inclusive quando por inúmeras vezes, tentei falar sobre o assunto. Sei que nada disso justificará as minhas atitudes, mas o fato, é que as suas atitudes também colaboraram com as minhas. Ouvir hoje a sua posição, a sua maneira de abordar o assunto e a sua disposição em tentar, reacendeu em mim sentimentos novos, com os quais ainda não havia me deparado.

A verdade é que perdemos muito tempo. Irene me interrompeu e disse com ternura no olhar:
─ É verdade, perdemos muito tempo. Mas a vida está diante de nós para que nos reencontremos e Deus, em sua infinita sabedoria, nos concede a oportunidade de reconhecer nossos erros, aprender com eles e inovar nossa convivência, nossos sentimentos e fazer com que nossa realidade de hoje, seja muito melhor do que os nossos sonhos, porque por vezes, acreditei que o meu sonho fosse impossível. Era uma mulher infeliz, solitária e amarga, que tinha tudo e não via nada.

Foi muito complicado descobrir em terapia, porque eu também fui em busca de terapia Alencar, que eu só me incomodava com os seus deslizes, porque eu o amava.

Fiquei muito revoltada nesse dia com o meu terapeuta e pensei até em não voltar mais lá, até que conheci Da. Elvira que me emprestou alguns livros e com a ajuda de Deus, com a ajuda dela e do meu terapeuta, associada com a minha força de vontade e empenho é que estou aqui, pronta para tentar ser feliz com você, caso você assim o queira.

Eu estava inebriado com aquela mulher linda, decidida, guerreira e dotada de um brilho muito diferente no olhar, meu coração saltava como um sapo, um canguru….risos. Definitivamente eu queria aquela mulher para mim e estava disposto, sem perder um minuto sequer, a amá-la como antes eu jamais fizera.

Por alguns momentos senti também algo estranho dentro de mim, ao imaginar que ela estaria na faculdade, próxima de outros homens. Aiiiiii meu Deus, preciso de terapia pra arrumar isso, estou com ciúmes??? Não podia ser, mas era.

Ela interrompeu meus pensamentos e disse:

─ Alencar? Você está bem? E eu sem hesitar perguntei:
─ Você quer se casar comigo? E ela rindo muito respondeu:
─ Não!!!
─ Não? Como assim?
─ De hoje em diante, eu só quero namorar. Estou casada há trinta anos! Será só namoro…risos.  Está disposto a tentar? Eu imediatamente respondi:

─ Sim, estou disposto a tentar e o tempo irá mostrar o quanto eu sou capaz de amá-la, respeitá-la e de inovar nossa cumplicidade a cada dia.

Ela já estava se levantando do sofá, quando a tomei em meus braços e a beijei apaixonadamente. Aquela noite foi maravilhosa e inesquecível!

Na próxima semana estarei aí. Forte abraço!
Fiquei muito feliz por aquela família, a vida seguia seu curso.

Se você ainda não viu o primeiro episódio, clique aqui:
Constatei também com minha vivência e experiência profissional, que a alma não tem segredos que a conduta não revele e que o tempo, é miraculoso para medicar e curar as feridas. E caso você se sinta sózinho(a) para essa jornada e necessite de ajuda profissional, poderá contar sempre comigo.

E ainda, se você quiser conhecer como eu ajudei o Alencar nesse processo de auto conhecimento, clique aqui

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Te espero no Artigo 17 – Em imersão: é físico ou espiritual? Até lá!


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