Capítulo 7 – Conexão divina

Tempo de leitura: 6 minutos

A saúde de Alencar parecia fragilizada. Era uma terça-feira e ele chegou no final da tarde, gripado e com olheiras profundas. Fui logo dizendo:
─ Pelo visto a gripe o pegou em cheio, está bem abatido. Ao que ele prontamente respondeu: ─ Já tem duas noites que não durmo, meu nariz tampa totalmente, sinto fortes dores no corpo, acho que em função da gripe e parece que um caminhão passou sobre o meu corpo, mas mesmo assim, eu não poderia de forma alguma, deixar de vir porque pensei muito sobre nossa última sessão.

Você havia falado que tudo nessa vida tem uma razão de ser, que tanto eu quanto a Irene, éramos muito jovens e distantes de uma conexão divina que desse um verdadeiro sentido às nossas vidas. Mas a verdade, é que íamos e vamos à missa todos os domingos, fazíamos novena em casa, guardávamos os dias santos, ensinamos nossos filhos a serem tementes a Deus, os batizamos e crismamos. Como assim? Não estávamos ou não estamos conectados com Deus?

─ Alencar, de acordo com o que a sociedade exige, vocês estavam e estão plenamente de acordo com as leis católicas e isso é divino, porém, essas mesmas leis aparentemente não preencheram o vazio, pelo menos, não o do seu coração. Reveja alguns pontos como por exemplo, o de ter amantes. Isso faz parte da lei divina?

Falemos um pouco sobre Espiritualidade. A palavra “Espiritual”, nos leva a pensar de imediato em religião, misticismo, crenças e algo sobrenatural, mas segundo “Dalai Lama”: Espiritualidade é aquilo que produz no ser humano uma mudança interior e isso, independe de religiosidade.

Quando falo sobre Espiritualidade, entendo ser esse um conceito mais abrangente e sem base doutrinária que te prenda a algo, ou a alguém, sem dogmas ou práticas específicas. Já a religiosidade está embasada na fé em uma religião.

Eu particularmente acredito que todos possuem espiritualidade, independente da sua participação em uma crença religiosa.
Dalai-Lama professa as qualidades do espírito humano como amor, tolerância, perdão, solidariedade, que traz felicidade para a própria pessoa e para os outros.

Sou profunda admiradora do teólogo, escritor e professor “Leonardo Boff” que diz: “A espiritualidade não é monopólio das religiões, nem dos caminhos espirituais codificados. A espiritualidade é uma dimensão de cada ser humano.

Essa dimensão espiritual que cada um de nós tem se revela pela capacidade de diálogo consigo mesmo e com o próprio coração, se traduz pelo amor, pela sensibilidade, pela compaixão, pela escuta do outro, pela responsabilidade e pelo cuidado como atitude fundamental, ela vive da gratuidade e da disponibilidade, da capacidade de enternecimento e de compaixão, vive da honradez em face da realidade e da escuta da mensagem que vem permanentemente desta realidade.

Quebra a relação de posse das coisas para estabelecer uma relação de comunhão com as coisas. Mais do que usar, contempla. Há dentro de nós uma chama sagrada coberta pelas cinzas do consumismo, da busca de bens materiais, de uma vida distraída das coisas essenciais. É preciso remover tais cinzas e despertar a chama sagrada. E não irradiaremos. Seremos como o sol.”

É dessa espiritualidade que eu falo e sem que seja algo consciente, você alimenta uma energia negativa com o seu pensamento, mas tem a possibilidade da mudança interior, ao transformar a sua realidade, ao mudar, se abrindo para novas possibilidades. É preciso querer sair da condição de vítima e se colocar como autor da sua história, armando-se de coragem como tem feito, ao ir em busca de si mesmo.

È necessário, definir o que fazer com o tempo que lhe foi dado, porque a crise é apenas um sinal na estrada, clamando para que você reveja o caminho.
O momento é agora para que você dê este passo. Foi comprovado que uma boa parcela dos pacientes em depressão, deixaram o tempo passar tornando-se um hábito adiar decisões importantes em suas vidas, a fim de agradar aos outros por medo de comprometer ainda mais, seus relacionamentos.

Eu tenho convicção em algo que transcende a minha vida material, tenho convicção que existe um Deus, uma energia suprema que me ampara e me dá suporte, para que eu encontre minhas respostas e meu caminho na vida.
O universo inteiro têm uma energia que o ampara e eu, chamo a essa energia de Deus. Por esse motivo, você precisa definir primeiro em que você quer acreditar, porque ao definir isso, encontrará a energia necessária para atravessar a porta da fé. Eu apenas posso encorajá-lo estando ao seu lado, mas não tenho como fazer essa conexão por você.

Queira ardentemente alcançar essa paz acreditando que você merece ser feliz, isso é necessário para que você se auto perdoe e coloque em ação o que já ouviu em sermões, Deus é amor, é perdão! Siga o seu próprio coração, sem entregar o seu poder a ninguém. Abra um lugar para que o fluxo da energia do Espírito o alcance, porque segundo a educadora Dulce Magalhães, “As asas só aparecem, quando o chão desaparece”.

O que eu quis dizer naquele dia é que tanto você quanto a sua esposa, não encontraram até o momento a paz, que a fé é capaz de preencher em suas vidas, não falo da fé cega, falo de um estado de alma pleno e feliz. É óbvio, que não podemos credenciar tudo ao espiritual, mas o desequilíbrio emocional, colabora com a nossa perda de energia, de vitalidade e faz com que alimentemos entidades espirituais, que vibram na frequência da dor e do sofrimento.

Reveja sua conexão com o divino Criador e se você encontra essa força na Igreja Católica, faça por merecer estar naquele local, coloque em prática o sermão do padre em sua vida, porque a transformação acontece de dentro para fora. Acredito que tenha passado um pouco do nosso horário, mas fica essa reflexão como lição de casa ok, ao que ele respondeu:

─ Preciso pensar a respeito, é tudo muito novo pra mim. A verdade é que nunca tinha parado para pensar em Deus dessa forma, nunca pensei nele como se estivesse comigo o tempo todo, é como se ele ficasse só na Igreja. Foi bom ouvir tudo isso, agora consigo sedimentar melhor que ele está lá e está também, dentro de mim. Até a próxima semana!

Se você ainda não viu o primeiro episódio, clique aqui:

Constatei também com minha vivência e experiência profissional, que em alguns momentos da vida, precisamos nos sentir perdidos para nos encontrar na fé. Você pode se sentir sózinho(a) para essa jornada e é por esse motivo, que caso necessite de ajuda profissional, poderá contar sempre comigo, ou deixe o seu comentário abaixo, será um prazer respondê-lo(a).

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Continue acompanhando essa surpreendente trajetória! Te espero no próximo Artigo! Capítulo 08 – Conversando com Deus! – Até lá!!

Capítulo 7 – Conexão divina
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